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A:10 foca em média empresa (19/12/2014)

Com menos de dois anos no mercado e um volume de R$11,4 bilhões em operações de fusões e aquisições até o meio do ano, a A:10 Investimentos e Assessoria dá um novo passo para a ampliação do seu negócio, com a chegada de um novo sócio a partir de janeiro, que irá comandar área de private equity. A nova área já está avaliando três empresas com faturamento abaixo de R$100 milhões.

De acordo com a sócia, Ana Cabral-Gardner, nova área irá focar nos setores onde a empresa tem expertise, consumo, varejo e farmacêutico e, para que não haja conflito com o segmento de fusões e aquisições, o foco será nas pequenas e médias empresas, com faturamento de até R$200 milhões. “Empresas com faturamento de menos de R$100 milhões são órfãs. O Brasil precisa de investidor com vontade de descer o tíquete”, diz

Segundo a executiva, o objetivo é tornar as empresas grandes e criar valor através de melhorias operacionais. “Vamos comprar a participação nas empresas, estruturar e vender a participação ou a empresa, isso depende dos interesses dos sócios. Nossa permanência nas empresas é de até oito anos. Acreditamos que esse segmento tem empresários fantásticos, mas falta estrutura de governança. Através do impacto de gestão vamos criar valor para as empresas”, diz, ressaltando que o dinheiro virá de capital próprio e de terceiros e serão aportes direto.

Considerada um boutique de assessoria de fusões e aquisições, a A:10 tem motivos para comemorar. Irá anunciar uma nova operação até o Natal e encerrar o ano com um volume de R$13 bilhões em fusões e aquisições. “Como é um operação pública, que deve ser lançada antes do Natal, não posso antecipar. Mas é o fechamento do capital de uma empresa”, diz, revelando ainda que a boutique já inicia o ano com cerca de 50% da meta anua concluída. “Devemos anunciar um novo cliente no início do ano”, diz. De acordo com Ana, a meta da boutique é atender de dois a três operações por ano. “nosso diferencial é ter um sócio que estará envolvido em toda a operação, do início ao fim. Por outro lado, esse diferencial não permite escala, mas esse é nosso objetivo”, diz.

Ana pondera que embora faça menos operações que um banco de investimentos, a A:10 concorre em condições de igualdade, e avalia ainda que as operações mais complexas tendem a ficar com as boutiques, porque elas exigem uma participação maior dos banqueiros seniores. “As transações maiores e mais complexas exigem grau de experiência e de envolvimento dos banqueiros seniores e, nos bancos, eles não estão ali para executar e, sim para gerar negócios. O modelo das boutique é um modelo vertical, onde o banqueiro se envolve do início ao fim do processo e, com isso, consegue gerar dois a três negócios por ano”, diz.

O time da A:10 é formado por Ana, que tem 24 anos de trabalho no mercado financeiro e passagens pelos bancos Barclays, Goldman Sachs e Credit Suisse; Marcelo Paiva, com 17 anos de atuação, ex-gestor da Mittal Family Office e vice-presidente da Millennium Global Investments; Hugo Bethlem, 35 anos de experiência, ex-vice presidente executivo sênior do Carrefour e GP Investimentos e: Maria Helena Pettrson: 32 anos de experiência, conselheira da Comporte Participações (holding da Gol Airlines e Breda) e ex-sócia da Ernst & Young. Juntos, a experiência do quarteto soma 83 transações de fusões e aquisições, R$ 182 bilhões de fusões e aquisições, 119 ofertas de ações e R$73 bilhões captados no mercado de capitais.

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