Valor Econômico

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Butique de fusões quer captar fundo de R$ 300 milhões – (24/09/2014)

A A:10 Investimento e Assessoria está em processo de captação de um fundo de investimento em participações (private equity) de R$ 300 milhões. A ideia é aplicar os recursos em pequenas e médias empresas do segmento de consumo e varejo.

Criada há um ano e meio, a A:10 também oferece assessoria financeira e apareceu na sexta posição do ranking de fusões e aquisições da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) de agosto. Na lista, dominada pelos bancos de investimento, apenas a A:10 e a Estáter aparecem como casas independentes nas dez primeiras posições.

O destaque veio porque, nos últimos meses, a A:10 assessorou a holding J&F na compra da participação dos Bertin na JBS, avaliando as empresas do grupo; a venda da Onofre para a americana CVS; e o processo de fechamento de capital do Bob's nos Estados Unidos, ainda não concluído. Também assessorou a Niely na venda para L'Oreal, anunciada em setembro.

A ideia, conta Ana Cabral-­Gardner, sócia da A:10, é fechar poucos e grandes negócios por ano. "Um dos sócios sempre estará na linha de frente das operações. Queremos oferecer, de fato, um serviço customizado, de butique financeira, com poucas pessoas experientes", afirma. Desse desejo de atendimento dedicado e por pessoas experientes, diz Ana, foi escolhido o nome: "Juntamos as notas máximas que podem ser tiradas: 'A' ou '10', justamente para reforçar a ideia de atendimento de qualidade impecável", diz.

Além de Ana, com 24 anos de trabalho no mercado financeiro e passagens pelos bancos Goldman Sachs, Credit Suisse e Barclays, a A:10 conta com três outros sócios conhecidos no mercado: Marcelo Paiva, que foi co­gestor da holding da família Arcelor Mittal; Maria Helena Pettersson, que trabalhou em auditorias, como Ernst & Young e PwC, e Hugo Bethlem, que tem 35 anos de experiência no varejo e desligou-se do Grupo Pão de Açúcar em 2012, após 11 anos na empresa. A experiência de Bethlem foi relevante para a escolha do foco em varejo.

Quando buscamos negócios de varejo e consumo, focamos naqueles que já conseguiram uma posição relevante com suas marcas no mercado brasileiro e pensamos em como podemos melhorá-las e ajudá-las a crescer", diz Bethlem. A ajuda virá, segundo ele, por meio de práticas de gestão estruturada, governança, e, em certos casos, trabalhando as marcas e resgatando sua identificação original com o consumidor.

Como explica Ana, a A:10 vai procurar empresas que já sejam "queridas" dos consumidores. "Estamos de olho em negócios que já são reconhecidos, em bairros ou em determinada regiões, por exemplo, mas que estão em declínio, pois precisam de reformulação", diz.

Uma outra busca será jovens empresários do segmento, que já construíram uma marca reconhecida, mas precisam de um acompanhamento para expandir suas atividades. A ideia apresentada aos investidores é de que as empresas serão administradas por um comitê de gestão, conta a executiva.

"Esse conceito só cabe em um fundo setorial. Vamos reunir diversos executivos experientes como Bethlem nesse comitê e eles trabalharão nas empresas investidas", diz Ana, destacando que não se trata de um conselho, mas um comitê que efetivamente estará na gestão mas com nomes que seriam inviáveis para o orçamento de uma pequena empresa. Segundo Ana, nas conversas iniciais com o mercado, ela acredita que o fundo poderá ter sua capacidade de investimento ampliada pelo co­-investimento de investidores-­âncora.

Source: http://www.valor.com.br/financas/3707942/butique-de-fusoes-quer-captar-fundo-de-r-300-milhoes

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Dona do Bob's retoma plano de fechar o capital – (20/01/2015)

Os controladores da Brazil Fast Food Corp (BFFC), dona da marca de restaurantes Bob's, retomaram a ideia de deslistar a empresa do mercado de balcão americano. Os controladores fizeram essa tentativa um ano atrás, mas não contaram com a adesão dos acionistas.

Na semana passada, a Queijo, holding controladora da BFFC, propôs pagar aos acionistas US$ 18,30 por ação para fechar o capital da empresa nos Estados Unidos. O valor representa um prêmio de 38% sobre a média das 60 últimas cotações. A primeira proposta, no final de 2013, ofertava US$ 15,50, valor que embutia desconto de 11% sobre a cotação dos papéis quando a oferta foi lançada.

O controlador tem 75,26% das ações da BFFC. A oferta deverá somar cerca de US$ 112 milhões e a empresa usará parte do caixa e financiamentos para concretizá-la se houver adesão dos acionistas desta vez. Novamente, a proposta da Queijo foi encaminhada ao conselho de administração da BFFC.

O conselho, agora, deverá formar um comitê independente para analisá-la e divulgar sua recomendação aos acionistas. Esse processo é totalmente independente, explica Lilianne Borges, gerente de relações com investidores da BFFC, e busca evitar qualquer possível conflito de interesse.

Ricardo Bomeny, que faz parte da família controladora que apresentou a oferta, é o principal executivo da companhia. "Esse comitê fará sua análise e sua recomendação aos acionistas. Esse processo de avaliação poderá incluir uma negociação dos valores ofertados", afirma Lilianne. Não existe um prazo fixado para a análise, mas ela acredita que o processo poderá estar concluído em três meses.

Dessa vez, a oferta foi pré­-negociada com os atuais acionistas. A holding, que está sendo assessorada pela A10 Investimentos, afirma em carta aos acionistas que dois grupos de minoritários, que representam 40,55% do total das ações em circulação na bolsa, já se mostraram dispostos a entregar suas ações no preço oferecido. Para que a BFFC seja deslistada, será preciso que a maioria, em assembleia, concorde com a operação. As chances de sucesso desta vez são grandes, portanto.

Lilliane diz que não fala pelos sócios controladores, mas lembra que um ano atrás a justificativa dada para a medida foi flexibilizar as possibilidades de financiamento. "A companhia e seus atuais sócios estão no Brasil. Mas ela tem essa condição anterior de ser aberta nos Estados Unidos. Ela não tem hoje condições de captar recursos por lá. E isso também atrapalha a obtenção de financiamento por aqui, que hoje seria muito mais factível", diz.

A Queijo afirma que a proposta dará liquidez aos atuais acionistas da companhia. Também reduzirá seus custos. A BFFC opera 1.228 pontos de vendas das marcas: Bob's, Yoggi, KFC e Pizza Hut em São Paulo, Yum! e Doggis.

Source: http://www.valor.com.br/empresas/3867562/dona-do-bobs-retoma-plano-de-fechar-o-capital

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Dona do Bob's consegue fechar capital nos EUA– (04/05/2015)

Os controladores da Brazil Fast Food Corp (BFFC), dona da marca de lanchonetes Bob's, conseguiram a adesão dos minoritários para fechar o capital da empresa, que deixará de ter ações negociadas no OTC Markets, mercado de balcão americano.

"Deslistar a empresa nos dará mais agilidade para tomar decisões, acesso a financiamentos, como linhas do BNDES às quais não poderíamos ter acesso com sócios estrangeiros, além de reduzir custos e burocracias operacionais e jurídicas", diz Ricardo Bomeny, principal­ executivo da BFFC e um dos donos do grupo.

Bomeny diz que por enquanto a sede da BFFC ficará nos Estados Unidos. "Continuaremos lá, apesar de 100% das nossas operações estarem aqui. Trazer a sede para o Brasil envolve um outro projeto, que ainda está em estudo", diz. Diante da estagnação do mercado brasileiro, também não há plano de lançar ações aqui.

O executivo conta que, apesar de o cenário macroeconômico, com juros altos, inflação e queda na renda, "estar mais desafiador", o grupo prevê manter um crescimento de dois dígitos sobre as receitas de 2014, que foram de R$ 1,488 bilhão, com alta de 13,7%. A BFFC também mantém seu plano de investimentos de R$ 1 bilhão em cinco anos em marketing, expansão e reforma de lojas. Do total, R$ 250 milhões virá de capital próprio, o restante do dinheiro de franqueados.

"A previsão é abrir 170 pontos de venda neste ano, a maioria da marca Bob's. E esse projeto está indo muito bem, já abrimos mais de 40 lojas, número que está um pouco acima do previsto para o trimestre", diz Bomeny, ressaltando que a empresa não está ignorando o cenário mais difícil, apenas está bem preparada para enfrentar o momento. A BFFC é dona das marcas Bob´s e Yoggi, e é franqueadora das marcas KFC, Pizza Hut São Paulo e Doggis. Tem, no total, 1.257 lojas.

Nesse momento, diz Bomeny, a prioridade é o crescimento orgânico. "Mas não estamos fechados a avaliar oportunidades[ de aquisições ] no mercado", diz.

Em 2013, a BFFC havia tentado retirar suas ações do mercado de balcão americano, mas sem sucesso. Depois disso, conta Bomeny, em meados do ano passado a empresa foi procurada por dois grupos de acionistas, interessados em vender suas ações. Juntos eles tinham 40,55% dos papéis em circulação no mercado. A partir de então, o grupo se interessou em retomar a operação e elevou a oferta. Em vez dos US$ 15,50 ofertados em 2013, a Queijo, holding controladora da BFFC, propôs pagar aos acionistas US$ 18,30 por ação. O valor representava um prêmio de 38% sobre a média das 60 últimas cotações. A Queijo já possuía 75% das ações da BFFC e, para deslistá-­la, precisava da adesão da maioria simples (50% mais uma ação) do total de 25% que circulava no mercado. Conseguiu a adesão de 73,10%. Segundo Bomeny, os 26,90% restantes não se manifestaram no processo. Agora, todas as ações da empresa serão canceladas e convertidas no direito de receber os US$ 18,30 por papel. A BFFC deverá desembolsar cerca de US$ 112 milhões, parte virá do caixa, parte de financiamentos. A holding foi assessora pela A10 Investimentos.

Source: http://www.valor.com.br/empresas/4031788/dona-do-bobs-consegue-fechar-capital-nos-eua

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